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Jon Jones e seus dois anos de reinado!

UFC 135: Jones v RampageNo MMA, campeões vem e campeões vão a todo momento, mas alguns insistem em permanecer no posto por longos períodos. E o peso meio-pesado do UFC é um exemplo claro da rotatividade com que o título passa de mão em mão. Ou melhor, passava.

Desde 2007, o dono do cobiçado cinturão da divisão não conseguia manter seu reinado em duas ocasiões seguidas. O uivante Quinton Rampage Jackson só conseguiu defender com sucesso seu título diante de Dan Henderson, mas acabou superado pela “zebra” Forrest Griffin, que foi campeão da categoria por apenas 175 dias, perdendo o posto para o até então invicto Rashad Evans. A autoridade de Evans durou ainda menos tempo que a de Griffin, 147 dias, e logo na primeira defesa de cinturão ele foi engolido por Lyoto Machida.

A “Era Machida” estava decretada na categoria, mas o também brasileiro Mauricio Shogun tratou de pôr um ponto final nela, sucedendo o baiano radicado em Belém ao levar a melhor por nocaute no segundo embate entre eles. E foi logo na primeira tentativa de manutenção de cinturão de Shogun que apareceu o novo rei até 93kg do Ultimate.

No dia 19 de março de 2011, há exatos dois anos, Jon Jones substituía o lesionado Rashad Evans e impressionava ainda mais o mundo do MMA ao impôr uma derrota acachapante a Mauricio Shogun, no maior castigo da carreira do também ex-campeão do Pride. Além da coroação como novo “cara a ser batido” nos meio-pesados, no UFC 128, Jones escreveu seu nome na história do evento ao se tornar o dono de cinturão mais novo da franquia, com 23 anos e sete meses.

Exterminador de ex-campeões

jon jones e Vitor BelfortQuis o destino que Jon Jones defendesse seu título apenas contra ex-campeões da categoria. Na primeira delas, seis meses após se tornar campeão, ele enfrentou Quinton Jackson e não teve grandes dificuldades para finalizar o duelo no quarto round da principal luta do UFC 135.

Cinco edições depois, o desafiante foi Lyoto Machida, com quem Jones teve sérios problemas no round inicial. Com sua movimentação e estratégia bem peculiares dentro do octógono, o brasileiro fez bonito na primeira etapa e conectou bons golpes no campeão, mas a história mudaria no segundo round. O norte-americano voltou determinado a manter seu mandato e usou uma de suas principais armas: os cotovelos. Foi com eles que o jovem abriu caminho para envolver o pescoço de Lyoto numa guilhotina ainda de pé, em belíssima finalização.

Curiosamente, não seria a primeira vez que o faixa-branca de Jiu-Jitsu finalizaria um faixa-preta brasileiro. No UFC 152, Jon Jones teve pela frente Vitor Belfort, campeão da categoria em 2004, e passou o maior de seus perrengues. Após ser facilmente quedado, o “Fenômeno” pegou o braço de Jones, envergou, mas não conseguiu a finalização, nos piores 15 segundos do reinado do atual campeão. Trabalhando no ground and pound e mantendo a distância exato do duelo, Jones ficou em vantagem sobre Belfort até o quarto round, quando conseguiu pegar o faixa-preta de Carlson Gracie numa chave americana e arrancar os três tapinhas do carioca, que subiu dos médios para os meio-pesados para o confronto por falta de desafiantes.

Entre os triunfos sobre Lyoto Machida e Vitor Belfort, Jon Jones ficou frente a frente com seu ex-companheiro de Jackson’s MMA, Rashad Evans, o mesmo que foi substituído por ele na disputa de cinturão, que resultou na saída do ex-campeão da equipe comandada por Greg Jackson. O duelo prometia emoções do início ao fim, mas o que se viu dentro do octógono foi a defesa de título mais morna de Jon Jones, vencendo os cinco rounds da peleja e levando a melhor na pontuação dos juízes laterais.

As mudanças na vida do jovem campeão

É comum jovens alcançarem o estrelato no futebol e, bajulados por amigos oportunistas e empresários que prometem mundos e fundos, rapidamente se envolverem em polêmicas. Com Jon Jones, o preço da fama também foi pago.

Em maio de 2012, ele bateu o Bentley zero quilometro que ganhou do patrão Dana White meses antes em um poste de Nova Iorque, e acabou detido por algumas horas por dirigir embriagado. Fiança paga e o campeão voltaria a irritar o presidente do Ultimate três meses mais tarde, quando se recusou a enfrentar Chael Sonnen no UFC 151, uma vez que Dan Henderson havia se lesionado e não poderia desafiá-lo no dia 1° de setembro, data do show. O “não” de Jon Jones custou caro à organização do UFC, que, sem opções momentâneas, se viu obrigada a cancelar uma edição pela primeira em sua história.

Porém, se Jon Jones e Dana White não falaram a mesma língua em algumas ocasiões nos bastidores do show, o fato é que o jovem campeão é bastante rentável à franquia quando está em ação dentro do octógono. Mesmo ainda longe de Georges St-Pierre e Anderson Silva na venda de pacotes pay per view, Jones, atleta patrocinado pela Nike, é a principal estrela da 17° temporada do reality show The Ultimate Fighter, que ainda está no ar nos Estados Unidos, sendo exibido através do canal FX, subsidiário da gigante FOX.

No programa, ele tem como adversário o falastrão Chael Sonnen, que é seu próximo desafiante, o primeiro não ex-campeão da categoria. O duelo rola no dia 27 de abril, no main event do UFC 159, e Jon Jones é o grande favorito para deixar o octógono com o cinturão nos ombros.

A responsabilidade por ser um grande astro do MMA mundial bate a porta de Jones, assim como as obrigações de chefe de família. No último dia 5, ele foi pai pela terceira vez, novamente de uma menina, completando o trio feminino de filhos.

Quem o destronará?

A categoria meio pesado do UFC sempre foi povoada por grandes nomes do esporte, o que aumenta ainda mais o tamanho do feito de Jon Jones, que está a uma defesa de título bem sucedida de igualar o recorde do evento no peso, que pertence a Tito Ortiz, com cinco manutenções de cinturão.

Jon jones vs. Lyoto Machida

Após bater Dan Henderson no UFC 157, em fevereiro, Lyoto Machida tem a promessa de title shot de Dana White, podendo cruzar seu caminho mais uma vez com Jon Jones, caso o atual campeão faça o que se espera dele contra Sonnen. Porém, em abril, o embalado Alexander Gutafsson encara Gegard Mousasi no UFC Suécia, e pode passar à frente de Lyoto caso vença o desafio e emplaque sua sétima vitória consecutiva na categoria.

Além das feras supracitadas, Rogério Minotouro e Glover Teixeira, que vivem boa fase na divisão, Phil Davis, dono de uma estrutura física semelhante a do campeão, e o explosivo Rafael Feijão, ex-campeão do Strikeforce, anseiam por uma chance contra o até então “Rei Jon Jones”, que vive tendo o nome especulado numa superluta contra Anderson Silva. Entretanto, as especulações, para tristeza da grande maioria dos fãs, ainda são apenas especulações.

Quem é o lutador meio-pesado que mais oferece risco a Jon “Bones” Jones? Comente!

(Fonte: tatame.com.br )

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