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Entrevista com “Leoa” Amanda Nunes, a Primeira brasileira no UFC

Amanda-Nunes
Com uma luta marcada no Invicta em abril, contra Kaitlin Young, ela já pensa em sua estreia no UFC depois desse compromisso. Ela vai além. Nunes garante que tem o antidoto para a chave de braço da campeã Ronda Rousey. “Ela está com o cinturão, mas eu vou pegá-lo porque ele é meu.”

Confira a entrevista na integra.

Fala um pouco sobre como você está se sentindo nesse momento.  Não tem nem como explicar o quanto eu estou feliz. Estou há anos trabalhando para isso. Já chorei, já gritei. Sempre corri atrás dessa vaga, ainda mais agora com o UFC.

Como você recebeu a notícia de que tinha sido contratada? Eu estava dormindo no domingo, quando um amigo me mandou uma mensagem de parabéns. Estranhei, porque nem era meu aniversário, mas ele falou para eu ver na internet. Quando entrei, estava lá que eu tinha sido contratada. Era meu sonho sendo realizado.

Já caiu a ficha que você é a primeira mulher brasileira no UFC? Sei que vou fazer essa luta pelo Invicta, ela está de pé, e depois vou ver como e quando irei para o UFC. Queria muito ser a primeira brasileira no evento, sempre pedi isso, era uma chance de entrar para a história. O Brasil vai conquistar mais um título.

Como você entrou nas lutas? Eu luto desde os 5 anos. Eu era uma criança muito espoleta, muito levada na escola, tinha muita energia. Então minha mãe me colocou na capoeira para extravasar. Depois, conheci o boxe e já quis entrar no mundo da luta. Para o MMA foi um passo.

Mas foi direto do boxe para o MMA?Não, não. Com 15 anos, conheci o jiu-jítsu, que minha irmã já treinava, o judô também. Então fiz testes para entrar no time do professor Ricardo Carvalho e consegui. Fui a primeira mulher a treinar na equipe. Ele viu que eu tinha talento e potencial para a luta. A primeira luta de MMA surgiu com 19 anos, mas já tinha essa vontade desde os tempos de boxe.

Por que você deixou o Brasil para treinar e morar nos Estados Unidos? Eu vim para cá porque não tinha oportunidades no Brasil, principalmente em relação a patrocínio. Não tinha como me manter. Fiquei dois anos indo e vindo, até que surgiu a oportunidade de ficar de vez aqui. Faz dois anos isso. Eu só volto por causa da minha família, por mim ficava direto.

Mas você se arrepende dessa mudança? Não iria deixar meu sonho para trás, não era porque eu não conseguia patrocínio que eu iria estacionar na minha carreira. Não pensei duas vezes quando tive a chance de vir de vez para cá, foi o lugar que me abraçou. Nunca acreditaram de verdade em mim no Brasil. Mas agora, consegui.

De onde veio o apelido Leoa? O apelido surgiu por conta das minhas lutas, eu sempre vou para cima, tento nocautear ou finalizar. Um dia me falaram que parecia uma leoa atacando sua presa. E até hoje ficou. Só me chamam de Leoa e me identifico muito com isso.

Chegou a ver a luta da Ronda no sábado? Vi a luta e ela foi maravilhosa. Fui em um bar aqui em Miami e não tinha onde sentar. A repercussão foi absurda. Agora para frente, é só brilhar.

Já consegue imaginar uma luta sua contra ela, valendo o cinturão?  Com certeza, imagino um combate rápido, eu lutando muito bem. Vou fazer meu jogo, usar meu jiu-jítsu. Aquela posição que ela pega na chave de braço, eu treino muito. Comigo ela não vai conseguir fazer, ela não é invencível. Eu faço as coisas bem direitinho. Ela está com o cinturão, mas eu vou pegá-lo porque ele é meu.

Entrevista tirada do nagradedomma.blogosfera.uol.com.br

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