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O caminho do UFC para virar febre na China

Zhang Tiequan unico chines no UFC

Zhang Tiequan unico chines que luta no UFC

O UFC voltou a investir no mercado brasileiro em 2011, mas sua dominação global está apenas começando. Desde que foi comprado pela Zuffa, empresa que mais tarde adquiriu os direitos sobre o WEC e Strikeforce, o Ultimate visitou 11 nações diferentes, mas o próximo alvo tem algo que nenhum outro poderia oferecer: um público superior a um bilhão de pessoas.

Assim que a empresa começou a expandir seus negócios de olho no mercado chinês, uma das economias que mais cresce no planeta, Dana White, presidente da marca, anunciou o contrato com a empresa SOHU, responsável por transmitir as edições do show para o público asiático.

A abertura de um escritório no país foi mais um passo a caminho da realização de um show por lá. “Muitos dos estilos que você assiste no UFC nasceram neste país”, exaltou Dana na época.

Especialista quando o assunto é levar eventos esportivos à China, Mark Fischer foi contratado pela organização para comandar o escritório na nação mais populosa do planeta.

“É um mercado fantástico. Muitas artes marciais começaram lá. Estou empolgado para ajudar a construir o UFC e nossos outros negócios na Ásia”, disse Mark, que trabalhou por 12 anos para levar a NBA à China. “O que conseguimos fazer com a NBA na China, acho que conseguiremos fazer o mesmo, ou até mais, com o UFC”.

Uma das vantagens no trabalho feito pela NBA no país, além de ter estudado o mercado por 12 anos, é que eles contaram com o sucesso de Yao Ming. Recém-aposentado em 2011, o jogador de basquete foi a principal figura na popularização da modalidade do outro lado do mundo. Estrela do Houston Rockets desde 2002, ele ajudou o time com mais de nove mil pontos e, apesar de não ter conquistado nenhum título, fez nascer o interesse de seus compatriotas no esporte.

No MMA, isso ainda não é tão forte. Tiequan Zhang é o único chinês a lutar no UFC em toda sua história. Em três lutas (somadas as do WEC e UFC), venceu duas por finalização. E apesar de sua nação ter grande tradição nas artes marciais, eles ainda não absorveram bem a ideia de vê-las misturadas em uma jaula.

“O MMA aqui ainda é muito novo, e tem o problema das federações de Kung Fu e Sanda, que se sentem ameaçadas por esse novo esporte”, explica Ruy Menezes, líder da equipe China Top Team e treinador de Jiu-Jitsu de Zhang.

“Ainda tem preconceito, e vários treinadores não gostam de MMA, mas acho que isso mudará em breve. Eles vão entender que será bom para China e todos sairão ganhando”.

Segundo Zhang, apesar de os planos apontarem para um evento em 2012, o Ultimate não deve aportar sua jaula no país tão cedo.

“Não sei se vai ser no próximo ano ou em 2013”, já se garantindo no card. “Estarei firme e forte e com a torcida toda a meu favor. Vai ser porrada (risos)”.

Um por todos, um bilhão por um

A importância de Zhang nos planos do UFC é grande. Para se ter uma ideia, 238 dos 267 atletas sob contrato com o UFC são naturais de países onde o UFC já sediou eventos. Ou seja: para o UFC ter sucesso na China, Tiequan, o único representante nacional, precisa vencer e se tornar um ídolo.

“Sinto um pouco essa pressão por ser o único chinês a lutar no melhor evento do mundo e com os melhores lutadores do meu peso, mas esse é o meu trabalho e foi isso que escolhi. Tenho que ajudar de alguma forma o crescimento do MMA na China. Todos ganharão com isso”, disse o peso pena, que foi alvo de preconceitos por escolher o MMA como carreira.

Antes de se aventurar no Mixed Martial Arts, ele lutava Wrestling na Mongólia, “uma coisa bem tradicional, todos os homens treinam”, explica.

“Sofri um pouco o preconceito, mas isso é normal em tudo que é novo. Hoje já está melhor, e todos vão ganhar com o crescimento do MMA”, ele conta, tranquilo com as cobranças.

“Tem muitos eventos pequenos e com regras diferentes… Não é fácil você trazer um esporte para um país como a China e fazê-lo crescer em cinco ou 10 anos. Mas eu acho que vai”.

E apesar de o UFC ainda não ser tão divulgado por lá, Ruy conta que a primeira vitória de Zhang no WEC foi recorde de audiência na internet.

“Está crescendo muito rápido… Depois que ele ganhou no WEC 51, o Youcu.com, que é uma espécie de YouTube daqui, teve 20 mil acessos em 24 horas”, revela o treinador, empolgado. “Fico muito feliz por fazer parte de crescimento”.

(Fonte: tatame.com.br )

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